Luis Nassif:O próximo salto: pequenos empreendedores
Postado por Jan Varela | |
Nas últimas décadas o Brasil logrou superar, um a um, diversos problemas estruturais que empatam seu desenvolvimento.
Montou políticas sociais eficientes, criou um novo mercado de consumo para as classes D e E; ampliou a classe média; abriu espaço para o crescimento de grandes grupos nacionais; consolidou uma estrutura de apoio à micro e pequena empresa, um sistema de inovação pronto para ser melhor utilizado.
Qual será o desafio do próximo presidente?
Para Daniel Vargas, Secretário Interino da Secretaria de Planejamento de Longo Prazo, o próximo passo será a consolidação de uma rede nacional de pequenas e micro empresas.
***
Não se trata se uma mera política setorial, mas algo com implicações profundas no próprio processo de desenvolvimento brasileiro.
O modelo passado era do crescimento a partir de setores organizados da economia, liderados por grandes empresas situadas em pólos industriais tradicionais, especialmente no sudeste. Especialmente na década de 70, esse modelo permitiu índices substanciosos de crescimento. Os grandes iam na frente, desbravavam novos mercados e puxavam consigo a economia nacional. O Estado adaptava suas instituições para garantir e estimular essa lógica do desenvolvimento nacional.
***
Nos últimos dez anos modelo começa a mudar, devido a uma conjugação de fatores.
1o Com inovação tecnológica, muito difícil acompanhar., se manter na fronteira tecnológica em todas as etapas. Tendência natural é de terceirização para pequenas e médias empresas, garantindo apenas a parte essencial do processo de produção.
2a Nos últimos dez anos começa a surgir uma multidão de novos empreendedores, situados não nos centros tradicionais, no nordeste, norte, interior do Brasil, periferia. É uma revolução silenciosa.
***
O que gerou o ambiente favorável foi uma combinação de fatores: acesso a crédito, transferências sociais, aumento real do salário mínimo. O novo mercado de consumo abriu espaço para a nova geração de pequenos empreendedores, provocando não apenas mudanças sociais e econômicas, mas culturais e políticas.
***
Em Picos, sul do Piauí, pessoas simples, sequer com o segundo grau completo, conseguiram desenvolver tecnologia para processamento de mel e exportação em escala competitiva com grandes empresas internacionais.
Existe uma cooperativa de cooperativas que faz as vezes de empresa âncora, com o apoio do Estado. Investe no desenvolvimento das práticas de produção e na própria tecnologia para processamento de mel e exportação. Toritama, Pernambuco, próximo a Caruaru, já é dos principais pólos têxteis do país, com dezenas de milhares de pequenos e médio empreendedores se associando em cadeias, produzindo jeans que são revendidos para todo o país e para as principais grifes européias.
No Piauí e em Sergipe, o programa econômica está fundamentalmente voltado para atender à demanda dos pequenos empreendedores emergentes.
***
Com seus programas sociais, o governo Lula deu pão - passo essencial de inclusão social. O próximo governo terá que atender às novas demandas dessa nova cidadania.
Brasil vira credor do FMI
Pela primeira vez na história, o Brasil será credor do FMI (Fundo Monetário Internacional). "O Brasil vai assinar um acordo de compra de bônus emitidos pelo Fundo no valor de US$ 10 bilhões, sob condições que serão estabelecidas no contrato que assinaremos", afirmou o ministro da Fazenda, Guido Mantega. A decisão foi anunciada em Istambul (Turquia), onde ocorre a reunião anual do fundo. "Passamos da condição de devedores à de credores. É uma mudança radical", comemorou.
O IDH brasileiro
No ranking do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), o País aparece na 75ª posição, com a pontuação de 0,813 no ano referência de 2007. Em 2006, ocupava a 70ª posição, mas o IDH era de 0,807. A perda de posições se deve à piora da expectativa de vida. Pelo critério do Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), o IDH mede a expectativa de vida longa e saudável, acesso ao conhecimento e nível de vida digno. Quanto mais próximo de 1, mais evoluído o país será considerado.
Setor de serviços se recupera nos EUA
O setor de serviços dos EUA, que representa 76% da economia do país, apresenta expansão. O índice ISM de serviços passou de 48,4 pontos em agosto para 50,9 em setembro, ultrapassando o marco de 50, que representa crescimento. O desempenho marca a retomada do segmento após atingir 37,4 pontos em novembro. Quase todos os subíndices que compõem o indicador subiram: o de produção setorial, novos pedidos e o de contratações. Contudo, o subíndice da evolução dos preços recuou.
Argentina negocia com o FMI
A Argentina negocia com o FMI (Fundo Monetário Internacional) os detalhes da auditoria que o fundo quer realizar sobre as contas do país. O governo "quer ter o direito de réplica" e proibir a divulgação dos resultados. Por sua vez, o Fundo argumenta que a divulgação é necessária - todos os países cotistas o fazem - e o exame tem caráter técnico, e não político. Em 2001, a Argentina decretou moratória, e desde então não tem tido acesso a empréstimos internacionais.
Acreditando no crescimento
Discretamente, o mercado volta a apostar em crescimento econômico neste ano. De acordo com o Boletim Focus do Banco Central, a expectativa de evolução do PIB em 2009 passou de 0, da semana passada, para 0,01%, enquanto o crescimento esperado em 2010 continua em 4,5%. A taxa básica de juros Selic deve continuar em 8,75% até o final deste ano, e subir para 9,75% no final de 2010. No relatório da semana passada, a expectativa considerava a taxa Selic a 9,5% no ano que vem.
Imposto para o setor financeiro
As instituições financeiras dos países ricos devem compensar os prejuízos provocados pela crise mundial, defende o prêmio Nobel de Economia Joseph Stiglitz. "O setor financeiro contaminou a economia global com ativos 'podres' e agora precisa limpá-la", observa. Stiglitz é a favor da criação de um imposto sobre operações financeiras, com a receita sendo revertida para compensar os países pobres, "vítimas inocentes" da crise.
Montou políticas sociais eficientes, criou um novo mercado de consumo para as classes D e E; ampliou a classe média; abriu espaço para o crescimento de grandes grupos nacionais; consolidou uma estrutura de apoio à micro e pequena empresa, um sistema de inovação pronto para ser melhor utilizado.
Qual será o desafio do próximo presidente?
Para Daniel Vargas, Secretário Interino da Secretaria de Planejamento de Longo Prazo, o próximo passo será a consolidação de uma rede nacional de pequenas e micro empresas.
***
Não se trata se uma mera política setorial, mas algo com implicações profundas no próprio processo de desenvolvimento brasileiro.
O modelo passado era do crescimento a partir de setores organizados da economia, liderados por grandes empresas situadas em pólos industriais tradicionais, especialmente no sudeste. Especialmente na década de 70, esse modelo permitiu índices substanciosos de crescimento. Os grandes iam na frente, desbravavam novos mercados e puxavam consigo a economia nacional. O Estado adaptava suas instituições para garantir e estimular essa lógica do desenvolvimento nacional.
***
Nos últimos dez anos modelo começa a mudar, devido a uma conjugação de fatores.
1o Com inovação tecnológica, muito difícil acompanhar., se manter na fronteira tecnológica em todas as etapas. Tendência natural é de terceirização para pequenas e médias empresas, garantindo apenas a parte essencial do processo de produção.
2a Nos últimos dez anos começa a surgir uma multidão de novos empreendedores, situados não nos centros tradicionais, no nordeste, norte, interior do Brasil, periferia. É uma revolução silenciosa.
***
O que gerou o ambiente favorável foi uma combinação de fatores: acesso a crédito, transferências sociais, aumento real do salário mínimo. O novo mercado de consumo abriu espaço para a nova geração de pequenos empreendedores, provocando não apenas mudanças sociais e econômicas, mas culturais e políticas.
***
Em Picos, sul do Piauí, pessoas simples, sequer com o segundo grau completo, conseguiram desenvolver tecnologia para processamento de mel e exportação em escala competitiva com grandes empresas internacionais.
Existe uma cooperativa de cooperativas que faz as vezes de empresa âncora, com o apoio do Estado. Investe no desenvolvimento das práticas de produção e na própria tecnologia para processamento de mel e exportação. Toritama, Pernambuco, próximo a Caruaru, já é dos principais pólos têxteis do país, com dezenas de milhares de pequenos e médio empreendedores se associando em cadeias, produzindo jeans que são revendidos para todo o país e para as principais grifes européias.
No Piauí e em Sergipe, o programa econômica está fundamentalmente voltado para atender à demanda dos pequenos empreendedores emergentes.
***
Com seus programas sociais, o governo Lula deu pão - passo essencial de inclusão social. O próximo governo terá que atender às novas demandas dessa nova cidadania.
Brasil vira credor do FMI
Pela primeira vez na história, o Brasil será credor do FMI (Fundo Monetário Internacional). "O Brasil vai assinar um acordo de compra de bônus emitidos pelo Fundo no valor de US$ 10 bilhões, sob condições que serão estabelecidas no contrato que assinaremos", afirmou o ministro da Fazenda, Guido Mantega. A decisão foi anunciada em Istambul (Turquia), onde ocorre a reunião anual do fundo. "Passamos da condição de devedores à de credores. É uma mudança radical", comemorou.
O IDH brasileiro
No ranking do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), o País aparece na 75ª posição, com a pontuação de 0,813 no ano referência de 2007. Em 2006, ocupava a 70ª posição, mas o IDH era de 0,807. A perda de posições se deve à piora da expectativa de vida. Pelo critério do Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), o IDH mede a expectativa de vida longa e saudável, acesso ao conhecimento e nível de vida digno. Quanto mais próximo de 1, mais evoluído o país será considerado.
Setor de serviços se recupera nos EUA
O setor de serviços dos EUA, que representa 76% da economia do país, apresenta expansão. O índice ISM de serviços passou de 48,4 pontos em agosto para 50,9 em setembro, ultrapassando o marco de 50, que representa crescimento. O desempenho marca a retomada do segmento após atingir 37,4 pontos em novembro. Quase todos os subíndices que compõem o indicador subiram: o de produção setorial, novos pedidos e o de contratações. Contudo, o subíndice da evolução dos preços recuou.
Argentina negocia com o FMI
A Argentina negocia com o FMI (Fundo Monetário Internacional) os detalhes da auditoria que o fundo quer realizar sobre as contas do país. O governo "quer ter o direito de réplica" e proibir a divulgação dos resultados. Por sua vez, o Fundo argumenta que a divulgação é necessária - todos os países cotistas o fazem - e o exame tem caráter técnico, e não político. Em 2001, a Argentina decretou moratória, e desde então não tem tido acesso a empréstimos internacionais.
Acreditando no crescimento
Discretamente, o mercado volta a apostar em crescimento econômico neste ano. De acordo com o Boletim Focus do Banco Central, a expectativa de evolução do PIB em 2009 passou de 0, da semana passada, para 0,01%, enquanto o crescimento esperado em 2010 continua em 4,5%. A taxa básica de juros Selic deve continuar em 8,75% até o final deste ano, e subir para 9,75% no final de 2010. No relatório da semana passada, a expectativa considerava a taxa Selic a 9,5% no ano que vem.
Imposto para o setor financeiro
As instituições financeiras dos países ricos devem compensar os prejuízos provocados pela crise mundial, defende o prêmio Nobel de Economia Joseph Stiglitz. "O setor financeiro contaminou a economia global com ativos 'podres' e agora precisa limpá-la", observa. Stiglitz é a favor da criação de um imposto sobre operações financeiras, com a receita sendo revertida para compensar os países pobres, "vítimas inocentes" da crise.
